30 de setembro de 2020 - 14:59

Saúde

22/03/2020 07:33

Ministério Saúde revela que medidas duras evitarão milhares de casos e mortes em Cuiabá

Membro da força-tarefa do Ministério da Saúde, o médico anestesista Diogo Sampaio alertou na noite de hoje que, caso medidas preventivas e duras não sejam tomadas, Cuiabá poderá registrar milhares de casos em decorrência de pandemia. "São medidas necessárias e amargas para prevenir a evolução rápida dos casos em pouco tempo. São medidas que incomodam, mas garantem uma evolução melhor do que vamos passar nos próximos meses. O objetivo da cidade é inibir o número de casos e diminuir a contaminação salvando vidas", explicou o profissional em live no Facebook ao lado do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

 

O profissional prevê que os casos só cairão daqui a cinco meses, sendo três críticos. "O pico será em maio. Esperamos que consigamos atender todos pacientes. A curva faz um pico rápido. Somente lá por agosto ou setembro existe uma tendência de queda. A intensidade dos casos vai depender de cada um de nós", diz ao citar que Itália, Irã, Suíça estão em curva ascendente com casos em ebulição justamente por terem demorado para adotar medidas de restrição ao convívio entre cidadãos.

Já Emanuel desabafou e reconhece que tem sido questionado por agir com rigor com antecedência antes da cidade ser tomada pela pandemia. "Existem pessoas que minizam a rapidez e gravidade do coronavírus, mas nossas medidas serão reconhecidas mais a frente", lamentou sobre o decreto editado ontem que suspende basicamente a circulação de ônibus e próibe a abertura de estabelecimentos comerciais para ser evitar aglomerações de pessoas.

O médico lembrou que Cuiabá e Várzea Grande tem apenas dois casos confirmados até agora. Destaca que se deve evitar aglomerações; lavar as mãos diversas vezes; passar o álcool em gel, além de medidas sociais de saber tossir sem espalhar gotículas. "São medidas que irão salvar vidas", salientou, ao defender que a união deve ser feita pelos gestores públicos independente de questões políticas e partidárias.

 

Diogo Sampaio explica que o sistema ficará sobrecarregado e medidas tomadas na capital do Estado são tomadas para se evitar o estrangulamento. "Estou tomando as medidas para proteger a população nesta guerra", diz Emanuel.


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